quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A ditadura por outra ótica não vai ao Oscar!

Não deu para O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias e o Brasil está fora do Oscar 2008. Uma pena - como disse o próprio diretor do longa, Cao Hamburguer - não haver um representante latino na cerimônia deste ano, já que o cinema latino vem ficando cada vez mais forte no cenário mundial, encabeçado por Brasil, México e Argentina.
Mesmo não havendo indicação, vale a pena conferir essa fita que mostra a repressão imprimida pela ditadura militar (e suas conseqüências) pela ótica inocente de uma criança. E melhor, tendo a copa do mundo de 1970, como pano de fundo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

5 Títulos - Imprensa

Na coluna 5 Títulos, desta semana, temos filmes em que o jornalismo, a imprensa têm importante participação no enredo. Seja denunciando, manipulando ou sendo manipulada.

1. O Quarto Poder – John Travolta é feito de escada para um inescrupuloso jornalista ( Dustin Hoffman) voltar à cena do jornalismo, neste filme de Costa-Gravas.
2. Todos os Homens do Presidente – Jornalismo-denúncia no caso Watergate. Com Robert Redford e Dustin Hoffman.
3. Zodíaco – David Fincher nos presenteia com o envolvimento de dois jornalistas no caso do serial killer que nunca foi descoberto.
4. O Informante – Al Pacino é um produtor de TV que precisa da confiança de um alto-executivo da indústria do tabaco, para denunciar escândalo. Atuação magistral de Russel Crowe. Direção de Michael Mann.
5. Cidadão Kane – Clássico tido como um dos maiores filmes de todos os tempos. Inspirado na vida de um magnata da imprensa americana. O diretor Orson Welles foi jornalista antes de sua carreira cinematográfica.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pode ter Brasil no Oscar 2008!

Sai nesta terça-feira (22) a lista com os cinco indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro. E o brasileiro O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias pode estar entre os indicados.
Uma primeira peneira já foi feita e de 63 filmes em uma primeira lista, restaram 9, dentre os quais está o ótimo O Ano..., do brasileiro Cao Hamburger.
A esperança é grande, mas tem gente de peso com filme concorrendo como pré-candidato. Denis Arcand e Giuseppe Tornatore, estão na briga, por exemplo.
Ficando entre os indicados, O Ano... tem grandes chances, por ter a comunidade judáica em seu enredo, mote que os membros da academia - muitos deles judeus - gostam bastante.
É ficar na torcida e ver o resultado aqui no CineBlog, junto com as demais indicações para o Oscar 2008.

Arrasa-quarteirão diferente!

Quando vemos Will Smith num cartaz, segurando um rifle de repetição e acompanhado de um cachorro, temos a impressão de que estamos diante de um filme de ação típico, movimentado e cheio de frases de efeito. Bem ao gosto do astro de filmes como Eu Robô e Homens de Preto. Mas não é o que acontece nesse Eu sou a lenda (I am legend), mais nova produção de Smith nos cinemas. Aqui, Smith é Dr. Robert Neville, sobrevivente, vivendo numa terra devastada por um vírus mortal. Neville passa seus dias tentando encontrar a cura para tal vírus e as noites se protegendo das criaturas raivosas nas quais alguns poucos humanos, que não morreram, foram transformadas.
Esta é a terceira vez que o romance Eu sou a lenda, de Richard Matheson, vai às telas. Vicente Price (Mortos Que Matam, 1964) e Charlton Heston ( A Última Esperança da Terra, 1971) viveram Dr. Robert Neville antes.
Nesta versão, dirigida por Francis Lawrence (Constantine), Smith passa a maior parte da produção contracenando com uma cadela da raça pastor-alemão, numa solidão de dar dó. E é disso que Eu sou a Lenda fala, solidão. Solidão com roupagem de terror, suspense, ação, mas solidão. E essa solidão sem perspectiva vai deixando Neville insano, o que rende boas risadas também.
É de se estranhar Smith quase em total silêncio, por boa parte da produção. Assim como vai ser estranho, para alguns, a pouca ação do longa, diferente de outros filmes, em que o astro tem uma bala e/ou uma tirada para cada cena. Mas o filme rende bons momentos e tensão de apertar a poltrona, como na cena em que a cadelinha escapa de Neville e entra em um prédio às escuras.
É um filme mais denso do que o trailer, o cartaz e até a presença de Will Smith nos créditos sugerem. É um 'filme com camadas' como o diretor e o astro pregaram em recente divulgação do filme no Brasil.
Lawrence peca por passear por vários gêneros -drama, ficção científica, terror, ação – sem se decidir por nenhum. Precisaria de mais tempo de projeção para tirar mais da solidão de se ser o último homem do mundo. Há também um gostinho de déjà vu, já que o roteiro lembra muito o inglês Extermínio (28 Days Later), de Danny Boyle.
Destaque para o importante papel da brasileira Alice Braga na trama. Com boa atuação, Alice faz bonito ao lado de Will Smith. Este, por sinal, mostra porque é um dos maiores astros de Hollywood, na atualidade, oferecendo uma atuação digna, que astros de ação de outra época, como Stallone e Schwarzenegger, nunca nos ofereceram.
Vale o ingresso e ainda tem trilha sonora recheada de Bob Marley, norteando o personagem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sexta-feira tem estréia de arrasa-quarteirão

Estréia sexta-feira, em todo o país, um blockbuster daqueles, pois traz o maior astro hollywoodiano do momento e porque já rendeu mais de 200 milhões de dólares em sua ‘terra natal’. Trata-se de Eu sou a lenda, mega-produção que traz Will Smith – o tal maior astro do momento – no papel de último homem da terra, num planeta devastado por uma guerra biológica.
Com a presença da brasileira Alice Braga, a produção deve fazer números astronômicos, por aqui também. Diferente das ruas do planeta, mostradas vazias no filme, as salas de cinema devem ficar lotadinhas. E o cineblog traz comentário completo para você, já na sexta-feira de estréia.Por enquanto,vá saboreando o trailer aqui no CineBlog!

Trailer - Eu sou a lenda